Cascais vai regular os alojamentos de curta duração em 2026: o que isso significa para os anfitriões

Cascais à lei

Cascais vai regular arrendamentos de curta duração em 2026: o que significa para os anfitriões

Introdução

O Município de Cascais aprovou oficialmente o início de um novo enquadramento regulamentar para arrendamentos de curta duração (Alojamento Local).

Esta decisão surge numa altura em que o número de imóveis registados continua a crescer, aumentando a pressão sobre a habitação local e as comunidades.

Mas o que significa isto, na prática, para os anfitriões?


Porque é que Cascais está a regular os arrendamentos de curta duração?

De acordo com o documento oficial, existem várias razões principais:

  • Cascais já tem cerca de 2.760 arrendamentos de curta duração registados

  • A lei portuguesa exige que os municípios com mais de 1.000 unidades introduzam regulamentos locais

  • Há preocupações crescentes com:

    • Escassez de habitação para os residentes

    • Pressão urbana e excesso de turismo

    • Impacto social nos bairros

Na prática, o crescimento dos arrendamentos de curta duração está a levar o município a agir.


O que poderá mudar ao abrigo do novo regulamento?

Embora ainda esteja numa fase inicial, o regulamento poderá introduzir:

Zonas de contenção

Áreas específicas onde novas licenças de arrendamento de curta duração podem ser restringidas ou não permitidas.

Limites por zona

Um número máximo de arrendamentos por freguesia ou zona, controlando a densidade.

Regras de utilização

Restrições sobre que tipos de imóveis podem operar como arrendamentos de curta duração, particularmente em edifícios residenciais.

Fiscalização reforçada

Mais inspeções e um controlo mais ativo por parte do município.


O que acontece a seguir?

A câmara aprovou três passos principais:

  1. Iniciar a elaboração do regulamento

  2. Publicá-lo no sítio web oficial do município

  3. Abrir um período de consulta pública de 10 dias

Isto significa que os anfitriões e as partes interessadas terão a oportunidade de enviar contributos antes de o regulamento ser finalizado.


Isto afeta os anfitriões atuais?


Nesta fase:

  • Não há impacto imediato

  • As licenças existentes não são afetadas

No entanto, no futuro:

  • Abrir novos arrendamentos de curta duração poderá tornar-se mais difícil

  • Determinadas áreas podem ser restringidas

  • Podem ser introduzidos requisitos adicionais de conformidade


O que devem fazer os anfitriões agora?

Se é proprietário ou pretende operar um arrendamento de curta duração em Cascais:

  • Acompanhar a evolução do regulamento

  • Preparar-se para potenciais restrições

  • Assegurar o cumprimento integral das obrigações legais atuais

Muitos anfitriões só reagem quando a fiscalização começa, o que muitas vezes é tarde demais.


Como manter a conformidade sem acrescentar complexidade


Operar um arrendamento de curta duração em Portugal implica várias obrigações:

  • Comunicar os dados dos hóspedes através do SIBA no prazo de 3 dias

  • Submeter estatísticas mensais ao INE (IPHH)

  • Gerir os requisitos da taxa turística

  • Tratar da faturação e da declaração fiscal

Ferramentas como a EazyAL foram concebidas para simplificar este processo:

  • Recolha automática dos dados dos hóspedes antes da chegada

  • Preparação da informação necessária para as submissões

  • Uma interface simplificada em comparação com os portais oficiais do governo

Isto torna-se cada vez mais relevante à medida que os regulamentos se tornam mais rigorosos e a fiscalização aumenta.

FAQ


O que são zonas de contenção nos arrendamentos de curta duração?

São áreas onde os municípios limitam ou restringem novas licenças de arrendamento de curta duração para controlar a pressão habitacional.


Cascais proibiu novos arrendamentos de curta duração?

Não. O município apenas iniciou o processo de criação de um regulamento.


Os anfitriões existentes serão afetados?

Não imediatamente, mas as regras futuras poderão introduzir novos requisitos ou restrições.


Os anfitriões podem participar no processo?

Sim. Há um período de consulta pública de 10 dias após a publicação do regulamento.


Outras cidades seguirão esta abordagem?

Sim. Cidades como Lisboa e o Porto já implementaram medidas semelhantes.


Apelo à ação

Se quiser manter-se em conformidade e evitar riscos desnecessários, considere automatizar a comunicação de hóspedes, as submissões ao INE e os fluxos de trabalho operacionais. Ferramentas como EazyAL foram concebidas especificamente para anfitriões que operam em Portugal.